O segundo debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba, realizado neste domingo (9), no Sistema Arapuan, terminou com uma provocação direta de Efraim Filho ao governador Lucas Ribeiro. O motivo: a proposta de retirada do Presídio Sílvio Porto, em Mangabeira, e a transformação da área em um parque público.
Durante o debate, Lucas Ribeiro anunciou a retirada da unidade prisional do bairro e a destinação do espaço para uma área de lazer e convivência. A proposta, porém, foi imediatamente associada por Efraim a uma bandeira que, segundo o candidato, já vem sendo defendida por sua campanha há meses.
Efraim aproveitou o momento para ironizar o governador e afirmou que Lucas estaria incorporando propostas apresentadas anteriormente por sua candidatura.
“Temas importantes, como a retirada do presídio de Mangabeira para áreas remotas, que nós já viemos defendendo há muito tempo, foram defendidos aqui e o governo resolveu copiar ao vivo, né? Então, que bom que copiou. Se é para copiar as ideias da gente, é melhor deixar que a gente governe logo a Paraíba”, disparou Efraim.
A declaração colocou novamente em evidência uma das principais estratégias de Efraim na disputa: apresentar-se como candidato capaz de pautar o debate e pressionar o governo com propostas consideradas prioritárias.
A discussão sobre o Presídio Sílvio Porto ganhou ainda mais peso por envolver uma área densamente povoada de João Pessoa. Efraim defende a retirada da unidade prisional de Mangabeira e a utilização do terreno para uma finalidade de interesse público.
O embate também expôs uma disputa por autoria política. De um lado, Efraim reivindica a origem e a defesa antecipada da proposta. Do outro, Lucas Ribeiro apresentou a retirada do presídio como uma medida de seu eventual novo ciclo de governo.
Para Efraim, entretanto, a semelhança não seria apenas uma coincidência de ideias. O candidato aproveitou o episódio para reforçar uma crítica mais ampla à campanha de Lucas Ribeiro: a de que o governador estaria reagindo às pautas apresentadas por seus adversários em vez de estabelecer uma agenda própria.
A troca de acusações mostra que a disputa pelo Governo da Paraíba começa a entrar em uma fase ainda mais acirrada, na qual propostas, discurso e até a autoria das ideias passam a ser armas importantes na corrida eleitoral.
Efraim encerrou o episódio transformando a provocação em slogan político: se o governo está disposto a adotar as ideias apresentadas por sua candidatura, argumentou, “é melhor deixar a gente governar logo a Paraíba”.

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