No leilão de São Sebastião, a primeira-dama de São João do Rio do Peixe virou o centro da atenção e da conversa entre lideranças, militantes e observadores da cena política do Sertão.
Ao lado do prefeito Luiz Claudino, Larucia fez um giro que foi muito além do social e religioso: foram cumprimentos, conversas longas, sorrisos, alinhamentos silenciosos, trocas de impressões e acenos que qualquer leitor de bastidor decodifica sem dificuldade. Lastro não viu apenas uma primeira-dama — viu uma articuladora política em pleno exercício.
A movimentação chamou atenção de nomes experientes da região. Estavam presentes o ex-prefeito de Lastro Emmanuel, o vereador Lacinho, o suplente Vandeko, além de lideranças de Vieirópolis, mas ninguém teve o mesmo peso político da noite. Pelo contrário, o que se viu foi uma reorganização natural das atenções, que gravitaram em torno de Larucia.
Para analistas do Sertão, há algo que já não é possível ignorar: Larucia deixou de ser coadjuvante para se tornar um ativo eleitoral real. E quando um nome passa a ser tratado como ativo, automaticamente passa a ser medido, comparado, temido e disputado.
A leitura nos bastidores é direta e sem maquiagem: quem subestimou o avanço político de Larucia pode ter cometido o primeiro grande erro estratégico da temporada. O Sertão tem suas curvas, seu tempo, sua forma de consolidar poder — e quem acompanha sabe que ascensão com o povo é a mais difícil de ser neutralizada.
Há, inclusive, quem enxergue nessa movimentação o prenúncio de algo maior: Larucia não está apenas circulando, está testando campo, sentindo temperatura e medindo território eleitoral. E, na política, quem mede território está longe de estar apenas “prestigiando evento”.
A presença em Lastro deixou mais uma impressão forte: quem tenta dominar o Sertão pelo discurso, perde para quem domina pelo contato. E nessa disputa, Larucia está jogando no campo correto — o campo do povo, da aproximação, da escuta e da presença.
Se continuar nesse ritmo, nomes tradicionais da região podem ter dificuldade para segurar terreno quando a disputa apertar. Porque política no Sertão nunca foi para tímido — foi para quem ocupa espaço. E Larucia está

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