A crise que atinge a CEASA do Recife explodiu de vez. O que era para ser o principal centro de abastecimento do Estado se transformou num retrato de desorganização, desperdício e abandono. Nesta semana, o verdureiro Marinaldo, figura tradicional do mercado, foi flagrado jogando verduras no mato para evitar perder o restante da mercadoria com o calor forte e a falta de compradores.
A cena revoltou quem viu. Enquanto feirantes contabilizam prejuízos, alimentos vão para o lixo e famílias continuam sem ter o que colocar na mesa. Como explicar um mercado destruindo comida num país onde a fome voltou a ser realidade?
Os comerciantes denunciam que há anos o setor vem sendo esquecido e que a CEASA carece de gestão, estrutura e políticas públicas. “Se não tem apoio, é isso: prejuízo pra gente e comida no lixo”, lamentou um vendedor.
O desperdício agora virou símbolo de uma crise maior: quem deveria cuidar do abastecimento e da economia popular virou as costas, e o resultado é esse espetáculo vergonhoso de destruição de mercadorias.
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